Respirar para ser feliz

O que nos move, afinal? O que nos faz levantar de manhã e buscar aquilo que desejamos? Em última análise, a felicidade é o objetivo de todos os objetivos. Ninguém escolhe conscientemente prejudicar a si mesmo ou a quem ama. Nós tentamos ser felizes ou fazer felizes aqueles que amamos, ainda que isso muitas vezes implique em algum tipo de sacrifício nosso.  As estratégias que escolhemos para isso, porém, volta e meia não funcionam… Sabe por quê? Porque temos um monte de crenças erradas a respeito do que pode, de verdade, nos fazer felizes.

A felicidade está sempre atrelada ao nosso sistema de valores. Quais são os seus? Essa é uma questão fundamental para quem deseja construir a própria felicidade. E atenção: o verbo é esse mesmo, construir. Nós somos responsáveis por criar a nossa felicidade, ela não está lá fora, em algum lugar misterioso, então não existe isso de buscá-la. Só aí, no verbo que geralmente usamos atrelado à felicidade, já está escancarada uma crença errada a respeito desse conceito tão fundamental para a nossa vida.

Eu sempre falo de felicidade sustentável — bem diferente de uma alegria passageira, ainda que as alegrias passageiras sejam um componente dela. A felicidade sustentável une o curto e o longo prazo, une o meu bem estar e como eu posso contribuir com a nossa sociedade. Eu não acho que é assim, a ciência da felicidade, nos últimos 20 anos, vem demonstrando que é assim. E ao estudar e testar na minha vida, com a minha família, no meu trabalho, eu vou dia a dia comprovando que, realmente, o caminho é esse.

É interessante porque vivo hoje um momento com desafios muito mais sérios e que demandam muito mais de mim do que em qualquer outra fase da minha vida. Ao mesmo tempo, estou navegando pelas dificuldades com uma consciência clara do quanto eu sou feliz, de como estou a cada momento plantando dias melhores, de como estou a cada momento fazendo o melhor com o que tenho aqui, agora. Felicidade constrói resiliência: a gente cai mas levanta, mais depressa, mais forte e com menos sofrimento.

Conversar sobre felicidade é falar do que temos de mais precioso como seres humanos, é discutir essa construção da nossa melhor versão. Somos o nosso melhor quando somos felizes.

A atenção plena, mindfulness em inglês, tem uma grande contribuição para dar nesse  trabalho diário de desenvolvermos todo o nosso potencial. Exige intenção, determinação, tempo. Não exige nenhum tipo de crença.

Comece respirando profundamente, conscientemente, prazerosamente. Insira micro-pausas na sua rotina para respirar dessa forma, com atenção plena.  Você vai se surpreender com o poder transformador que tem nas suas mãos.

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