O espírito do Natal

Sempre que eu penso que o Natal está chegando, sorrio ao lembrar do ano em que minhas filhas pequenas correram para a porta do elevador ao me ouvir dizer isso. Pulando no hall elas davam gritinhos de alegria: o Natal está chegando! Hoje com 10 anos (olha o tamanho de uma delas na foto, do ano passado!), as duas sabem que não é pelo elevador que o espírito natalino chega… Ele é cultivado dia a dia em nossos pensamentos, palavras e ações.

Uma forma eficiente de cultivar esse espírito é através da prática de uma das mais belas meditações do mundo — e também uma das mais estudadas cientificamente, em inglês chamada Loving Kindness. Ela começa com a gente visualizando pessoas que amamos nos desejando tudo de bom. Depois, nós desejamos tudo de bom a essas pessoas, e então começamos a expandir o círculo: para todos os nossos amigos e familiares; para pessoas neutras; para pessoas que para nós são difíceis; para todos os seres e o planeta.

Em geral meus alunos fazem com tranquilidade os passos dessa meditação, a não ser por um: aquele voltado às pessoas difíceis. Tanto adultos quanto crianças se tornam reticentes ao enviar seus melhores votos de paz, amor, segurança, saúde e felicidade para quem, de uma forma ou de outra, lhes causa algum tipo de desconforto ou mesmo dor. Mas é bonito ver como a prática vai amolecendo o nosso coração, e como aos poucos todos conseguem fazer o exercício e depois relatam muito bem-estar e leveza.

Um dos aspectos que adoro nessa meditação é que primeiro a gente se enche de amor, felicidade, saúde, segurança, paz — enviados a nós pelas pessoas que nos amam. Só então a gente começa a distribuir tudo isso. É um lembrete de que cada um só pode dar o que tem.

Outro aspecto é que começamos a enviar os nossos melhores votos aos outros a partir de um reconhecimento fundamental:  o de que todos os seres são iguaizinhos a nós, e que apenas desejam ser felizes. Olhar o mundo por essa lente compassiva muda tudo: passa a não fazer sentido sair por aí brigando a torto e a direito; passa a ser óbvio que o melhor é sempre tentar se colocar no lugar do outro e então agir a partir da nossa humanidade compartilhada.

O bom desta época do ano é que de repente todo mundo parece mais propício para o amor: . E eu sigo otimista achando que, a cada ano, mais e mais pessoas transbordarão para os outros meses esse sentimento fraternal. Pois esse é o verdadeiro espírito natalino, que só existe se nós o criarmos. Meu desejo para 2018? Que seja Natal todo dia!

 

 

 

 

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